De Dentro Para Fora De Fora Para Dentro
17 de Novembro de 2009 às 17:44 SHN | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 336

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começa amanhã!!! 19:30 — se liga nos links:
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De Dentro Para Fora
De Fora Para Dentro
Ver uma exposição, como se estivéssemos passeando pelas ruas da cidade. Depois, sair da exposição e ver a cidade com outros olhos, como se estivéssemos num museu a céu aberto.
A proposta dessa exposição é aprofundar a visão que temos sobre a arte que nos rodeia.
Escolhemos seis artistas que têm ou tiveram forte ligação com a arte urbana e aprenderam a fazer arte em contato direto com o público, abrindo diálogos visuais com a população, sem restrições de classe social ou de nível cultural, discutindo o espaço urbano e suas influências na qualidade de vida dos seus freqüentadores.
Nessa exposição, os seis artistas mostram a sua incrível capacidade de dialogar com a arquitetura monumental de Lina Bo Bardi, ora usando o recurso da pintura mural (de grandes proporções), ora recortando o espaço, criando áreas mais intimistas e apresentando pequenos e delicados trabalhos.
Carlos Dias, Daniel Melim, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff, Titi Freak e Zezão representam uma geração influenciada pela cultura pop, pelo skate, graffiti, hip hop, punk & hardcore, acostumados a quebrar regras e pautar-se pela própria intuição.
A exposição agrega varias mídias: site specific, instalações, fotografia, vídeo, pintura mural, pinturas em muitas outras escalas diferentes, objetos, além do happening que foi a montagem aberta ao público. Uma das características mais marcantes dos artistas dessa exposição é a liberdade em lidar com esses mais variados suportes.
Curadoria de Mariana Martins, Baixo Ribeiro e Eduardo Saretta
Inside out, outside in
To see a museum show like we were walking down the city streets, and then walk out and see the city with renewed eyes, as we were in an open air museum.
The exhibition proposal is to deepen and expand the vision we have of the art that surrounds us.
We selected six artists with strong street art connections, artists that debate the influence of urban space on the citizens life by opening a direct visual dialogue with people without any distinction of social or cultural class.
In this exhibition, the six artists shows their tremendous skill in dialoguing with the monumental architecture of Lina Bo Bardi sometimes using huge mural paintings and sometimes creating smaller cozier areas and showing small works.
CARLOS DIAS
Nasceu em Porto Alegre, em 1973. É um artista autodidata, que investe muito da sua pesquisa na descoberta de suportes incomuns e no desenvolvimento das ferramentas para lidar com eles, mesmo quando está pintando na rua. Caligrafia, foto, vídeo, poesia, música estão entre as suas mídias preferidas, mas a sua principal linguagem é a pintura, seja ela gigantesca ou minúscula.
Sua gráfica é marcante e fortemente ligada à pintura gestual. Rabiscos, escorridos, manchas são elementos recorrentes nas suas pinturas, onde vez ou outra surge uma frase ou palavra escrita numa tipografia toda própria. A cor também é elemento essencial e surge associada à exploração de materiais inusitados, como o flúor, a purpurina ou a tinta metalizada. Os suportes podem variar muito, das telas aos painéis de madeira, passando por qualquer objeto encontrado e que possa ser pintado.
The artist was born in Porto Alegre , southern Brazil, in 1973. Carlos is a self taught artist always researching new and unusual supports, materials and the tools to deal with them. Even when he’s painting on the streets. Video, photography, poetry, music and calligraphy are among his most loved medias, but his main language is painting, be it gigantic or tiny.
His graphic work is striking and strongly linked with gestural painting. Scrawling, dripping, blotting are usual elements on his works where sometimes suddenly appears some written words in his particular typography. Color is always essential and comes in unexpected materials as day-glo, glitter or nail enamel and the supports can be anything, from linen canvases to any found object that can be painted upon.
DANIEL MELIM
Nasceu em São Bernardo do Campo, São Paulo, em 1979. Pós graduou-se em Artes Visuais, mas foi nas ruas do seu bairro que aprendeu a pintar, fazendo graffiti e intervenções urbanas, quase sempre associadas ao estêncil, técnica de pintura sobre máscaras com imagens vazadas.
Já há alguns anos, Melim desenvolve o Projeto Limpão, um sítio especifico em proporção gigantesca, em São Bernardo do Campo. Trata-se da ocupação de todo um bairro formado por casas construídas, em sua maioria, pelos próprios moradores, com a típica arquitetura espontânea dos ‘puxadinhos’. O projeto consiste em criar uma identidade visual para o bairro, através da pintura das fachadas das casas, de praças e becos do lugar.
The artist was born in São Bernardo do Campo, São Paulo, in 1979. He is postgraduate in Visual Arts but it was in the streets of his working class neighborhood that he learned to paint making graffiti and street art using specially the stencil technique.
In the last years, Melim develops a project in Jardim Limpão, a gigantic site specific in his hometown. It’s a very poor neighborhood built by its own inhabitants hands in a typical case of spontaneous architecture, and the project tries to give the place a visual identity by painting its alleys and walls.
STEPHAN DOITSCHINOFF
Nasceu em São Paulo, em 1977. É um artista autodidata, que explora a pintura e a instalação com a mesma desenvoltura. Na sua obra, a experiência urbana se alia à disciplina do estúdio para criar uma linguagem nova, com a qual o artista dialoga tanto com o erudito quanto com o leigo, na mesma intensidade.
Seu projeto artístico em Lençóis, Bahia, é o melhor exemplo da potência comunicativa da sua arte pública. Imerso na realidade dessa pequena cidade onde morou por três anos e tendo, como fonte de inspiração, as crenças e histórias de seus moradores, Stephan realizou intervenções por toda a cidade e arredores, incluindo a reforma da capela do cemitério e sua transformação em templo ecumênico. Experiência documentada no filme Temporal e no livro The Art of Stephan Doitschinoff, publicado pela editora alemã Gestalten.
The artist was born in São Paulo in 1977. He is a self taught artist, specialized in painting and installations. As an artist , his urban experience goes together with the studio discipline to build a new language that talks to the laic as much as to the scholar.
Stephan’s artistic project in Lençóis, Bahia, is the best example of his public art. Plunged deeply in this old mining small town reality where he lived three years and learned the beliefs and superstitions of its people, the artist made interventions all along the town and its surroundings, including the graveyard and its chapel.
This experience is documented in “Temporal “ movie and the book “The Art of Stephan Doitschnoff” published by Gestalten.
RAMON MARTINS
Nasceu em São Paulo, em 1981. É bacharel em Artes Plásticas, faz graffiti, performance, instalações, esculturas, sítio específico e muita pintura. Ramon funde a experimentação do estúdio com a energia urbana.
Apesar do magnetismo das ruas, Ramon passa muito do seu tempo, trancado no atelier, experimentando aquarelas, têmperas, acrílicas, tintas metalizadas, técnicas inovadoras e tradicionais, misturando tudo em telas e desenhos rebuscados e complexos. O estúdio é seu ambiente de reflexão e interiorização, enquanto a rua é o ambiente do relacionamento com o público. Essa simbiose entre dentro e fora fundamenta o trabalho do artista.
The artist was born in São Paulo in 1981. He is a Fine Arts bachelor, who makes performances, graffiti, sculptures, installations, site-specific and paints on canvas. Ramon melts studio trial and street energy.
Despite the strong call of the streets, Ramon spends a lot of time alone in the quietness of his studio experimenting mixes of traditional paints and new techniques in his refined and complex works. The studio is his internalization and reflection place, while the street is his public relationship environment.
This symbiosis of the indoors with the outdoors is the artist’s basis .
TITI FREAK
Hamilton Yokota nasceu em São Paulo, em 1974. É um artista autodidata, que mistura o espírito espontâneo dos brasileiros à estética disciplinada dos japoneses, deixando se influenciar pelo imaginário da moda, dos quadrinhos e mangás, da low brow art e da cultura japonesa em geral, mas também presta atenção em Matisse, Picasso e Portinari, alguns de seus ídolos na pintura.
Essa mistura de referências, bem contemporânea e pop, confere à sua obra muito carisma e empatia com o público de várias idades e procedências, ao mesmo tempo em que explora os vários suportes tão díspares quanto os gigantescos murais públicos e os desenhos em miniatura.
Hamilton Yokota was born in São Paulo in 1974. He is a self taught artist, who mixes the Brazilian spontaneous spirit with the disciplined technique of the Japanese. While he is clearly influenced by comic strips, lowbrow art, fashion design and Japanese culture, is also strongly indebted to Matisse, Picasso and Portinari, his painting idols.
This mix of pop and contemporary references gives his work charisma and empathy with people of all ages at the same time that explores sizes as different as gigantic city walls and small drawings.
ZEZÃO
Nasceu em São Paulo, em 1971. É um artista intuitivo e autodidata, com um trabalho complexo, que envolve vários suportes como instalação, site especific, fotografia, vídeo, performance e pintura.
A paisagem urbana, de onde Zezão extrai sua estética, é a de uma São Paulo grande, desleixada com seu espaço público, com seus rios e com o seu lixo. O artista vai fundo na exploração dessas mazelas e extrai preciosidades simbólicas. Entra na cena, escolhe a locação, se relaciona com o morador da rua, pinta para ele e sob seu olhar. Fotografa o momento e o ambiente, nos mostrando pessoas e lugares que a cidade esconde e, também a atmosfera da metrópole que está sempre mudando e deixando sua população à própria sorte.
Zezão was born in São Paulo in 1971. He is a intuitive self taught artist, who has a deep and complex work, dealing with video, installation, site specific, photography, performance and painting.
The urban landscape where Zezão takes his aesthetics from, is a huge and ever changing São Paulo that despises its public spaces, despises its rivers and is careless with its garbage.
The artist goes deep within these problems and comes back with symbolic jewels. He finds the place, makes contact with the homeless, works for them under their eyes and takes pictures that capture the moment and the place, showing us not only the invisible places and people that the city hides under our very eyes but also the moods of a metropolis that is changing fast while leaving her own people to strive for themselves.
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